O “Setembro Amarelo”, campanha dedicada à conscientização da prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental, conta com o apoio do movimento sindical bancário. No Brasil, ela existe desde 2014, com idealização pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O tema, muitas vezes silenciado e considerado um tabu, precisa ser encarado para que se possa combater as causas dos transtornos mentais, muitas vezes relacionados ao trabalho.
UM PAÍS QUE PRECISA CUIDAR DA SAÚDE MENTAL NO TRABALHO
Segundo o Ministério da Previdência Social, somente em 2024 foram registrados 472 mil afastamentos por transtornos mentais. Isso representa um aumento de 68% em relação ao ano anterior e um marco na série histórica dos últimos 10 anos.
Os dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) demonstram que a maioria dos afastamentos foram de mulheres (64%), com idade média de 41 anos, com quadros de ansiedade e de depressão e que ficaram afastadas do trabalho por até três meses.
O movimento sindical bancário mantém uma mesa permanente com os bancos para tratar da saúde e cobrar o fim do modelo de gestão que explora e adoece. Com metas cada vez maiores e assédio moral, ao mesmo tempo em que reduzem o quadro de funcionários, as lideranças sindicais avaliam que os bancos têm gerado uma verdadeira epidemia de adoecimento mental entre seus funcionários e funcionárias.
Dentro deste tema, em reunião com o Comando Nacional dos Bancários, em abril de 2025, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se comprometeu a elaborar uma cartilha com diretrizes sobre o que caracteriza o assédio, o que define um ambiente de trabalho saudável e como os trabalhadores podem identificar e reagir a situações de violência organizacional. O material deve ser apresentado em uma próxima reunião de Negociação Nacional sobre Saúde Bancária.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
Para o coordenador nacional do Programa Trabalho Seguro da Justiça do Trabalho, ministro Alberto Balazeiro, é necessário um esforço nacional, que englobe o poder público, iniciativa privada, bem como as próprias pessoas que trabalham. Segundo ele, é de grande relevância a consolidação de uma consciência coletiva nacional acerca da promoção do bem-estar físico e psicológico no ambiente de trabalho.
“Cada vez mais é importante que o ambiente corporativo ou de pequenos negócios também seja espaço de acolhimento, de escuta ativa, onde exista uma cultura de responsabilidade social sobre a saúde mental dos empregadores, gestores e trabalhadores”, disse. “É questão de dignidade humana.
DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO
No dia 10 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada em 2003, pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de incentivar os países a adotarem estratégias de enfrentamento ao problema.
No Brasil, a campanha existe desde 2014 e foi idealizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
PRECISA DE AJUDA?
O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta um serviço gratuito voltado ao apoio emocional de forma geral, antes que o suicídio seja uma possibilidade. Os contatos com o CVV podem ser feitos pelo telefone 188, que funciona todos os dias por 24 horas, ou via chat ou e-mail, acessando o site www.cvv.org.br.
Fonte: TST e Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte

