Sem qualquer diálogo, a direção do banco Mercantil impôs um aumento repentino nas metas de crédito consignado e imediato, e multiplicou o número de campanhas de premiação internas, gerando pânico e sobrecarga nas agências.
“O que deveria ser um incentivo virou um verdadeiro pesadelo para bancárias e bancários. O Mercantil está impondo novas e complexas travas de elegibilidade e atingir os objetivos se tornou uma tarefa quase impossível”, denunciou Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE-BMB).
A estratégia de inflar metas e fragmentá-las em dezenas de campanhas simultâneas tem impacto não apenas a saúde, mas também o bolso do trabalhador. A grande preocupação da categoria é a redução drástica na remuneração variável com patamares irreais de resultados exigidos.
SOBRECARGA E ADOECIMENTO
Os Sindicatos tem denunciado que o dia a dia nas unidades virou uma corrida de obstáculos. Trabalhadoras e trabalhadores relatam esgotamento físico e mental devido à pressão pelo consignado e ao tempo perdido com sistemas de elegibilidade travados. O resultado tem sido o aumento de casos de adoecimento, com ansiedade e Burnout.
“Exigimos que o Mercantil reveja, imediatamente, as metas do crédito consignado, pare de impor campanhas confusas que pulverizam o foco dos funcionários e tenha clareza nos critérios de elegibilidades. O lucro não pode vir às custas do adoecimento da categoria”, destacou Vanderci.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte

