Entidades do funcionalismo se reuniram com o Banco do Brasil, nesta quarta (27), para voltar a debater soluções para o fortalecimento da Cassi. Na ocasião, o BB apresentou uma proposta que, para a representação dos trabalhadores, sinaliza um caminho para maior perenidade do custeio, mas que ainda impõe peso excessivo aos associados e não assegura o aumento percentual esperado na participação financeira do Banco do Brasil.
A proposta do banco prevê mudanças no modelo de custeio, dentro da linha defendida pelas entidades, com a adoção de um modelo híbrido. Ela preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento para a Cassi, utilizando como referência a tabela de custos assistenciais já existente, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados.
Apesar disso, a proposta ainda não apresenta solução adequada para os colegas admitidos após 2018, para os funcionários egressos dos bancos incorporados e fragiliza ainda mais a situação dos associados auto-patrocinados.
“Não é passível de defesa pelo movimento sindical qualquer proposta que deixe de fora os colegas pós-2018 e os funcionários oriundos dos bancos incorporados. Não aceitaremos uma solução que aprofunde desigualdades dentro da própria Cassi”, afirmou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
Para Matheus Fraiha, funcionário do BB e diretor do Sindicato que participou da mesa de negociação, “a proposta apresentada ainda está distante de garantir uma solução estrutural e justa para a Cassi. O Banco não pode se furtar da sua responsabilidade e é preciso avançar com mais compromisso, além de assegurar sustentabilidade mais duradoura ao plano”.
Fernanda Lopes cobrou mais comprometimento com a sustentabilidade da Cassi. “Não é possível que, mais uma vez, o Banco do Brasil tente transferir aos associados o maior peso da solução, enquanto mantém uma participação aquém da responsabilidade que possui como patrocinador. A Cassi é patrimônio dos associados do banco e exige uma resposta à altura da gravidade do momento. O banco precisa assumir seu papel de forma efetiva e apresentar uma proposta que garanta sustentabilidade sem penalizar ainda mais os trabalhadores”, afirmou.
Diante da complexidade do tema e da necessidade de uma avaliação mais aprofundada, a Comissão de Negociação e o Banco acordaram um novo calendário de negociações: uma reunião virtual no dia 29 de maio e uma nova reunião presencial no dia 3 de junho.
Aporte extraordinário
A Comissão de Representantes das Entidades também antecipou ao Banco do Brasil a necessidade de análise de um aporte extraordinário e imediato para recompor os déficits acumulados até o momento no Plano de Associados, mantendo-se o compromisso de discutir eventual participação financeira adicional dos associados. As entidades reforçaram, contudo, que qualquer decisão neste sentido deverá ser submetida à aprovação do Corpo Social da Cassi.

