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CAIXA: EMPREGADOS QUEREM REAJUSTE ZERO NAS MENSALIDADES

Empregados da Caixa Econômica Federal participaram nesta terça (22), de um dia Luta em defesa do Saúde Caixa. Os bancários querem reajuste zero na mensalidade, melhorias na rede credenciada e no atendimento e a sustentabilidade o sistema de saúde dos trabalhadores da empresa.

O movimento sindical realizou campanha nas redes sociais sobre o tema, a fim de levar à opinião pública, as necessidades por melhores condições de saúde dos trabalhadores da estatal.

“Os custos das mensalidades estão sufocando as empregadas e empregados! Não suportamos mais reajustes nos valores que os empregados têm que pagar”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.

Em 2024, 45,4% das despesas do plano de saúde foram pagos pelos trabalhadores. O percentual pago pela Caixa (54,6%) está muito abaixo dos 70% definidos no Acordo Coletivo específico do plano, que é também o percentual permitido pela resolução 52 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).

Isso acontece porque o valor que o banco gasta com a saúde de seus empregados alcança os 6,5% da folha salarial, limite imposto pelo próprio banco em seu Estatuto Social.

Como a inflação dos custos médicos sobe mais do que os salários do pessoal da Caixa, se o banco não acabar com esse limite de gastos com a saúde de seus empregados, o percentual a ser pago pelos trabalhadores tende a aumentar ainda mais.

“Para muitos empregados e empregadas, tanto da ativa quanto aposentados, reajustes podem inviabilizar a manutenção do plano. Por isso, pedimos reajuste zero nas mensalidades. E somente é possível não haver aumentos dos valores se o banco excluir o teto de gastos com a saúde de seus empregados, que a própria Caixa incluiu em seu Estatuto Social”, explicou a empregada da Caixa e diretora da Contraf-CUT, Eliana Brasil.

 

NEGOCIAÇÕES

A vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa se encerra no final de 2025. As negociações para o estabelecimento de um novo acordo já começaram.

A principal reivindicação dos trabalhadores é a manutenção do modelo de custeio 70/30, que estabelece que a Caixa se responsabiliza pelo pagamento de 70% dos custos do plano e os empregados com 30%. Sem o teto de gastos da Caixa, hoje definido em 6,5% da folha salarial do quadro de trabalho da Caixa. A próxima reunião de negociação está marcada para o dia 14 de agosto.

Fonte: Contraf-CUT

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