O Banco do Brasil inicia nesta segunda (11) um movimento de retirada de caixas de atendimento presencial na cidade de Uberaba. A restrição do atendimento será na agência Guilherme Ferreira. Para o Sindicato dos Bancários a alteração é um equívoco do banco, uma vez que a medida irá prejudicar a população, clientes e os trabalhadores.
“Nós vemos com preocupação isso acontecer porque o Banco do Brasil é um banco público, o maior do país, com uma enorme função social. Uma empresa que deveria ter um olhar diferenciado para as populações mais carentes. Mas o que estamos vendo é o banco correndo atrás dos mesmos erros dos bancos privados. Além de restringir atendimento, impõe metas abusivas e faz cobranças excessivas”, analisa o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba e região, Diego Bunazar.
Na última quarta (6), o sindicato fez um protesto na porta da agência do Banco do Brasil da Avenida Guilherme Ferreira, denunciando o prejuízo que clientes e consumidores terão com a medida, em especial as pessoas idosas. Segundo dados informados pelo sindicato, 50% da população brasileira já sofreu algum tipo de golpe, fraude ou estelionato e o caixa presencial hoje é a forma mais segura de atendimento nas instituições financeiras.
A manifestação cobrou do banco a realização de concurso público, para mudar a realidade atual de sobrecarga dos trabalhadores.
Segundo o Sindicato, além da precarização do atendimento, a medida também vai aumentar a sobrecarga de trabalho no banco. “Esse movimento do banco, que já está em curso em outras cidades, não colabora para melhorar o atendimento e nem as melhores condições de trabalho no banco. Queremos discutir o papel que a sociedade quer para o Banco do Brasil e o sindicato manifesta sua contrariedade com a medida. A tecnologia não pode ser o caminho da exclusão de atendimento das pessoas”, ressalta Diego Bunazar.
O Sindicato chegou a enviar ofício para o banco contra a medida, mas não recebeu respostas da instituição. A diretoria informou ainda que o banco está realizando um estudo para relocalização da agência na cidade, buscando aumentar a movimentação da unidade, mas contraditoriamente promove ao mesmo tempo a retirada de caixas e precariza o atendimento.

