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DIA DE LUTA: BANCÁRIOS DENUNCIAM DEMISSÕES E FECHAMENTO DE AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL

No Dia Nacional de Lutas contra a reestruturação proposta pela direção do banco, os bancários de Uberaba estão lançando uma campanha de denúncia em outdoors pela cidade. Serão sete pontos alertando à população que o Banco do Brasil está sendo desmontado com o fechamento de agências e demissões voluntárias em Uberaba.

Em todo o país, a reestruturação prevê o fechamento de centenas de agências e outras unidades do BB, além da demissão de 5 mil funcionários. Em Uberaba, as agências do Banco na Abadia e no Boa Vista estão programadas para fechar em fevereiro. A agência de Campo Florido também está na lista. Já o quadro de pessoal que já tinha falta de 14 funcionários, deverá perder mais 10 bancários, prejudicando ainda mais o trabalho dos bancários e o atendimento da população em Uberaba.

O Dia Nacional de Lutas é uma das iniciativas aprovadas pela da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Os bancários denunciam ainda que a reestruturação atua para desestruturar o papel público do banco de promover o desenvolvimento econômico e social das cidades atendidas.

Além do fechamento e demissões, outra maldade do banco foi o corte unilateral das gratificações de caixa, na prática reduzindo os salários, atingindo mais de 30 trabalhadores na região.

Ao contrário das situações anteriores, o Banco do Brasil não está anunciando abertamente o fechamento das agências. “Quem está divulgando a mudança são os funcionários e o sindicato. Não há transparência por parte do banco”, relatou o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Diego Bunazar.

Os bancários decidiram fazer o Dia Nacional de Lutas, nesta quinta (21), com denúncias públicas, mobilização nas redes sociais, abaixo-assinado, reuniões com os funcionários nos locais de trabalho, entre outros. O calendário de mobilizações se estende até o dia 28.

INFORMAÇÕES E DIREITOS

Também será acionado o Ministério Público do Trabalho para a obtenção de informações sobre a reestruturação. “A Contraf-CUT já solicitou ao banco informações sobre agências, locais e postos de trabalho que serão extintos. A transparência, que deveria ser norma, inexiste, por isso não restará solução que não solicitar junto ao Ministério do Trabalho mediação”, informou Renata Cabral, sócia de Crivelli Advogados, e assessora Jurídica da Contraf-CUT.

A garantia de direitos dos funcionários também é preocupação da assessora da Contraf-CUT. “Vamos também lançar mão de ações judiciais para garantir aos bancários os direitos básicos, como garantia à estabilidade financeira para quem recebe gratificação/comissão por longo período (nos termos da súmula 372/TST); manutenção do salário para quem teve o cargo renomeado, porém continua com idênticas atividades, havendo ilegalidade no rebaixamento salarial e o não desconto em conta corrente de valores relativos a bolsa de estudos”, completou Renata Cabral.

TAGS: #Banco do Brasil

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