A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), nas negociações com o banco, cobrou em ofício nesta sexta (28), a marcação de uma nova reunião sobre os protocolos de enfrentamento contra da Covid-19, como ficou acertado na última reunião entre as partes, ocorrida em 11 de maio de 2021.
A CEE/ Caixa sugere que a mesa seja marcada entre os dias 7 e 11 de junho de 2021. “Nós queremos que a reunião aconteça o mais rápido possível. O número de casos voltou a subir e é alarmante. Precisamos ampliar os critérios de proteção para os colegas que estão trabalhando presencialmente em especial quem está nas agências atendendo a população e é onde ocorre principalmente as aglomerações. Todo cuidado é essencial e salva vidas”, disse Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Contraf-CUT.
Zeláriom Breem, presidente do Pactu e membro da CEE/ Caixa, lembra que o quadro de proliferação da contaminação pela Covid-19 está crescendo assustadoramente.
“A todo dia temos notificações de contaminação e óbitos de companheiros e companheiras bancárias, com casos de contaminação de até 80% dos trabalhadores em algumas unidades. Os bancários e as bancárias, por atuarem em atividade essencial, estão com uma exposição acentuada aos riscos de contaminação, em especial os da Caixa, por conta do atendimento social e do pagamento do auxílio emergencial. Se o atendimento bancário é essencial, os trabalhadores são linha de frente e devem ser colocados como prioritários no PNI COVID. Além da priorização, se faz necessários que os trabalhadores e os bancos sigam os protocolos de enfrentamento da OMS, e haja uma unificação dos protocolos visando preservar a vida, ressaltou”
PRIORIDADE NA VACINAÇÃO
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício, na manhã da última sexta (28), à presidência da Caixa para reivindicar que os executivos atuem junto ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Ministério da Saúde para assegurar a priorização dos bancários no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19.
“A atividade bancária é considerada essencial desde o início da pandemia. Ou seja, este tempo todo a categoria bancária correu risco à saúde para atender toda a sociedade. Eles merecem ter essa prioridade. Os empregados da Caixa ainda sofrem mais, por serem os responsáveis pelo pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais”, lembrou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Contraf-CUT.
“Basta observar as longas filas quilométricas, com centenas de pessoas que são atendidas todos os dias pelos bancos. Na fila externa às agências já é um risco, quando entra nas agências, que muitas vezes são pequenas, esse risco aumenta”, apontou Odaly Medeiros, presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí e integrante da CEE/ Caixa.
A mobilização pela inclusão na lista de prioritários do PNI é de toda a categoria bancária e não é de hoje. Já houve mobilização digital, abaixo-assinado, solicitação ao Congresso e ao Ministério da Saúde, reivindicação em mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancários (Fenaban), pressão sobre os parlamentares e Dia Nacional de Luta, realizado na última quinta (27).
Na terça-feira (25), o novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, fez um aceno positivo em negociação, sobre a mesma reivindicação.

