Um dos mais importantes painéis da 27ª Conferência Estadual dos Bancários debateu as questões que tornam o dia a dia das mulheres mais difícil do que dos colegas homens.
Um debate com engajamento expressivo foi realizado após a palestra de Letícia Delgado, vereadora e ex-secretária de Segurança de Juiz de Fora, e Geiza Andrade, assistente Social do Sintraf Zona da Mata e Sul de Minas.
A mediação da mesa foi da presidenta do Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas, Taiomara Neto de Paula, e da secretária de Mulheres da Fetrafi-MG, Helyany Gomes. O dirigente da Fetrafi-MG, Diego Bunazar, também participou da mesa.
“É muito bom ver esse auditório lotado, inclusive de homens, pois o machismo estrutural é a raiz dos problemas que atingem principalmente as mulheres”, afirmou Letícia Delgado. Para a especialista, não há nenhuma luta das mulheres tão emblemática quanto a batalha para não ser violentada e ela só poderá ser vencida com o envolvimento de toda a sociedade.
Geiza Andrade destacou atos comuns no machismo institucional/corporativista como a desqualificação do pensamento (mansplaining), interrupção da fala e o assédio (moral e sexual), um dos grandes fatores adoecedores das mulheres bancárias, segundo a palestrante, assim como a padronização estética e a violência econômica.
Após a palestra, bancárias deram relatos sobre o enfretamento de diferentes tipos de violência, em casa, no trabalho e na sociedade, e as palestrantes destacaram a importância de redes de apoio e resistência coletiva.
Uma luta de toda a sociedade
O secretário de Relações do Trabalho da Fetrafi-MG, Diego Bunazar, – comovido e orgulhoso – disse que os homens também são impactados por fatos graves que violentam as mulheres. “Este trabalho que as mulheres fazem aqui- de denúncia e debate – beneficia a todos, pois cria um mundo mais seguro para todo mundo”.
Ao final da mesa, após a exibição de um vídeo de lideranças bancárias contra a violência, Helyany e Taiomara anunciaram ações de formação que serão desenvolvidas especificamente para tratar o tema na categoria em Minas Gerais.
Fonte: Fetrafi-MG

