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Teletrabalho: Caixa faz proposta prejudicial aos empregados; CEE recusa

Banco retrocede na proposta apresentada anteriormente, não aceita dar ajuda de custo aos empregados que tiveram elevação dos gastos por estarem em home office e quer vincular modalidades remota e presencial

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal recusou, em mesa de negociação, a proposta sobre teletrabalho apresentada pelo banco em reunião ocorrida nesta terça-feira (16). Ao invés de retomar os debates e os pontos que já haviam sido acordados entre as partes antes do início da Campanha Nacional dos Bancários, o banco retrocedeu, se recusou a pagar ajuda de custo aos empregados que trabalhem remotamente (home office) e quer vincular as mesmas regras da criação de banco de horas para este grupo com aqueles que trabalham presencialmente.

O coordenador da CEE, Clotário Cardoso, lembra que a Caixa já havia aceitado dar ajuda de custo para os trabalhadores que exerçam suas atividades em casa. A proposta da CEE é que a Caixa garanta todos os direitos dos(as) empregados(as) que trabalham presencialmente àqueles(as) que exerçam suas funções em regime de teletrabalho, bem como o registro de ponto, a remuneração das horas extras, além dos direitos e garantias previstos na minuta entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com ajuda de custo pelos gastos hoje assumidos pelos trabalhadores (energia, internet, água etc.).

“Na mesa única com os demais bancos, houve avanço nas negociações sobre as propostas para o teletrabalho”, lembrou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio Grande do Sul (Fetrafi/RS), Rachel Weber.

Retrocesso

A Caixa queria estabelecer um banco de horas com prazo de compensação de seis meses, tanto para quem trabalha remotamente quanto para quem trabalha presencialmente. Na proposta negociada anteriormente, o banco aceitava pagar ajuda de custo e o banco de horas era apenas para quem trabalhar remotamente. Além disso, o prazo era de dois meses para compensação. Caso não houvesse folga neste prazo, o banco teria que pagar pelas horas trabalhadas a mais.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb-BA/SE), Emanoel de Souza, lembrou que “em negociações realizadas anteriormente, já havia sido acordado, inclusive validado pelo pessoal do Jurídico da Caixa, que no presencial, não seria criado banco de horas. Quem está no presencial deve receber pelas horas trabalhadas a mais”.

“A Caixa quer criar banco de horas para o presencial porque há sobrecarga de trabalho. Ao invés de contratar mais para não haver necessidade de os empregados trabalharem além do horário, estão querendo normalizar a sobrecarga sem ter que pagar pelas horas trabalhadas”, disse o representante da Federação dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa/RJ), Rogério Campanate.

Negociações

As negociações sobre o teletrabalho foram interrompidas para serem retomadas posteriormente.

Nesta quarta-feira (17), a partir das 16h, haverá nova rodada de negociações.

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