Em reunião online realizada na última semana, os sindicatos solicitaram ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB).
A cobrança – por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco – ocorre porque a ROE anualizada do banco fechou em 14,8%, ligeiramente abaixo do primeiro gatilho de 15,5% exigido para o pagamento automático da parcela fixa do programa. A diferença foi inferior a 1 ponto percentual, o que, na avaliação dos trabalhadores, não justificaria a exclusão do pagamento.
Apesar do pedido e dos argumentos apresentados pelo movimento sindical, o Bradesco manteve a negativa e informou que não tem alternativa para o tema, alegando insegurança fiscal e jurídica para não realizar o pagamento.
Para a Erica de Oliveira, coordenadora da COE Bradesco, a postura do banco não reconhece o esforço dos trabalhadores e penaliza quem construiu os resultados ao longo do ano. “A diferença para o gatilho foi mínima, mas o impacto para os trabalhadores é grande. O Bradesco apresentou seus argumentos para negar o pagamento e encerrou o debate, desconsiderando o empenho dos funcionários que ajudaram a sustentar os resultados do banco”, critica Érica.
Ela também destacou que o movimento sindical apresentou alternativas para viabilizar o pagamento sem ferir questões fiscais, como realizar o pagamento do PRB ainda em 2025 ou incorporar o valor ao vale-alimentação, mas todas foram rejeitadas pelo banco. “Apresentamos caminhos possíveis, mas não obtivemos sucesso.”
“Embora o Bradesco não tenha atingido o ROE de 15,5%, como previa o acordo, entendemos que o banco poderia valorizar o empenho dos funcionários, que resultou em um aumento significativo do resultado de 2025. A negativa para este pedido não incentiva os funcionários, que nas aéreas de suporte favorecem o resultado total do banco no período”, avalia Karla Huning, representante do Paraná na COE Bradesco.
O PRB seria no valor de mil reais e pago aos trabalhadores que não são da força de vendas e para os elegíveis ao supera que não bateram suas metas.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Curitiba

